Lembrar o massacre do cemitério de Santa Cruz

12-11-2017


"[...]Lembro-me do som dos tiros de M16 e lembro-me de ter observado os militares indonésios a transportar jovens mortos para o hospital militar. Lembro-me dos pais que ficaram aflitos com seus filhos que saíram de casa sem dizer uma palavra. [...]". Ramos Horta, ex-presidente da república diria:  "Perdoar não significa esquecer, significa resistir a sermos reféns da dor que nos consome a vida". 

D. Ximenes Belo viria a dizer: "[...] os que estavam em cima dos muros caíram como passarinhos inanimados. Gerou-se grande confusão dentro do cemitério, [onde] os mais hábeis saltam por cima das campas e do cerco [e saíram] do cemitério correndo para os sítios mais seguros. Outros são mortos no cemitério: muitos ficaram aí cercados, foram esbofeteados, e apanharam coronhadas. Um grupo de 150 recolheu-se na casa do Bispo em Lecidere. Outros tentaram chegar até lá, mas foram interceptados, presos e torturados[...]".

As Bibliotecas Escolares do AECD associaram-se a este momento histórico prestando a sua homenagem com exposição no espaço da biblioteca da Escola Secundária que pode ver aqui.